Antes da realização da Rádio Faneca e como a anterior reportagem deu fome, convém partir bem alimentado para a próxima etapa. Estando em Ílhavo, a capital do bacalhau, vamos pois fazer um prato comum a bordo dos arrastões de pesca e que era consumido durante as famosas caldeiradas da meia-noite e das seis da manhã.
Estas humildes refeições aqui publicadas, são feitas com derivados de bacalhau. Evitava-se ao máximo cozinhar os bacalhaus que se pescavam e faziam parte da carga, exepção para os impopulares sanapaios (bacalhau muito pequeno). Estes derivados eram por norma deitados fora. Estas publicações destinam-se a não deixar desaparecer estes pratos e mostrar a verdadeira gastronomia de bordo. Afinal estes pratos eram consumidos frequentemente nas caldeiradas do pessoal do quarto, depois de sair de serviço. Os marinheiros normalmente entravam ao serviço em jejum (para poder dormir mais um pouco) e à saída tinham uma caldeirada à espera e que frequentemente eram eles que arranjavam o material durante o seu turno.
Em terra inventaram a feijoada de samos, não é má, mas continuo a preferir estes petiscos de mar.
Andei uns anos na pesca do bacalhau e nos navios em que andei nunca vi uma feijoada de samos. Comiam-se de toda a maneira e feitio, menos em feijoada.
Nada como a cozinha gourmet de mar!
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| O material necessário |
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| As ovas |
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| A cervela não faz parte da receita, destina-se a hidratar o cozinheiro |
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| Leva-se o tacho ao lume |
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| Aqui não são referidos tempos de cozedura, isso depende do equipamento de cada um |
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| Quando as batatas aceitarem o garfo, mas ainda estiverem um pouco duras |
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| Introduzem-se as ovas |
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| E a couve, deixando-se cozer |
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| Alguém toma conta do prato |
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| Até que não está mal |
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| A foto final |
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| E a acompanhar |
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